A criação de um programa de convivência com a seca, com medidas como limpeza de aguadas, perfuração de poços artesianos e ampliação da rede de abastecimento, foi defendida pelo vereador Jurandy Carvalho (PSDB), durante discurso na manhã desta quinta-feira (17), na Câmara Municipal. A proposta foi apresentada diante das queixas de moradores da zona rural sobre a falta de água em diferentes comunidades do Município.
Jurandy Carvalho também questionou a dificuldade de abastecimento de Feira de Santana, diante da proximidade com o lago de Pedra do Cavalo. Para ele, é necessário discutir formas de ampliar o aproveitamento da água disponível na região para atender, também, as demandas da população rural. O vereador defendeu que sejam adotadas medidas para garantir água não apenas para o consumo humano, mas também para atividades produtivas.
“Precisamos ter água em abundância, para a agricultura, a pesca e o abastecimento humano”, afirmou o vereador. Durante o pronunciamento, Jurandy também pediu que a Câmara convoque representantes da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) para prestar esclarecimentos sobre os problemas de abastecimento. Ele ainda defendeu a participação da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb) nas discussões.
Segundo o parlamentar, localidades como Caroá, Jaguara, São José da Formiga, Fazenda Lameira, Fazenda Nunes e Fazenda Santa Rosa, no distrito de Governador João Durval Carneiro (antigo Ipuaçu) e em Bonfim de Feira enfrentam problemas no abastecimento. Jurandy relatou ter recebido mais de 15 reclamações de moradores e afirmou que, em algumas regiões, o fornecimento estaria suspenso há mais de 20 dias. “Precisamos fazer um programa de convívio com a seca. Limpar aguadas, fazer poços artesianos, instalar encanação”, defendeu.
O vereador Zé Carneiro (União Brasil) manifestou apoio à cobrança e afirmou que a Embasa deve apresentar explicações à população sobre as interrupções no fornecimento de água. “A Embasa tem que ser responsabilizada sim, é a empresa que fornece água e é paga pela população, tem que dar uma satisfação ao povo”, disse. Segundo ele, a falta de abastecimento tem levado moradores da zona rural a solicitar frequentemente o envio de caminhões-pipa.
*Ascom
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