O presidente do banco BTG Pactual, André Esteves, afirmou, nesta segunda-feira (14), que acredita que a eleição presidencial será decidida no detalhe. A instituição divulgou mais cedo, em parceria com a Nexus, mais uma pesquisa de intenções de voto.
Durante um evento em São Paulo, Esteves avaliou que a disputa será semelhante à do último pleito.
— Eu acho que a eleição vai ser 51% a 49%, só não sabemos pra quem — pontuou. Em 2022, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito com 50,83%, contra 49,17% de Jair Bolsonaro (PL).
O executivo ressaltou ainda que as pesquisas têm apresentado pouca variação e considera praticamente improvável a chance de a disputa ser resolvida no primeiro turno.
— A eleição deve ir para o segundo turno, e me parece estatisticamente muito difícil de se resolver no primeiro turno — declarou.
O levantamento desta segunda-feira apontou que Lula tem 40%, contra 36% de Flávio Bolsonaro (PL). Em um eventual segundo turno, o petista aparece em empate técnico tanto com Flávio quanto com Augusto Cury (Avante).
O banqueiro acrescentou que o próximo ocupante do Palácio do Planalto herdará um país estruturalmente superior ao dos anos de 1994 e 2002. Para ele, a sociedade brasileira adotou medidas adequadas ao longo das últimas décadas.
— Independente do candidato, aquele que for vai pegar um país muito mais arrumado do que no passado — afirmou.
Na quarta-feira (16), o Comitê de Política Monetária (Copom) realizará uma nova reunião. A taxa Selic está em 14%, com previsão de um corte de 0,25 ponto percentual. Esteves avalia que falta alcançar juros civilizados, apontando a necessidade de reduzir o indicador atual logo pela metade.
— Levar juros de 14% para sete por cento é perfeitamente possível, e é uma mudança de patamar que tem um enorme impacto na sociedade. As medidas são simples, todas vão em direção de equilíbrio fiscal — disse.
O CEO enfatizou que o ajuste fiscal do governo precisa englobar cortes de despesas e adequação das receitas. Como exemplo de distorção no sistema, ele citou o alto volume de títulos isentos de impostos no mercado, considerando essa política prejudicial aos cofres públicos.
— E eu sou detentor e emito esses títulos. Mas, simplesmente, está errado. Isso tem a ver com receita — concluiu.
*Pleno.News
Foto: reprodução/Bloomberg
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