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“Vai ser 51% a 49%”, diz chefe do BTG sobre eleições presidenciais

A instituição divulgou mais cedo, em parceria com a Nexus, mais uma pesquisa de intenções de voto

15/09/2026 08h25Atualizado há 43 minutos
Por: Diário da Feira
Fonte: Diário da Feira

O presidente do banco BTG Pactual, André Esteves, afirmou, nesta segunda-feira (14), que acredita que a eleição presidencial será decidida no detalhe. A instituição divulgou mais cedo, em parceria com a Nexus, mais uma pesquisa de intenções de voto.

Durante um evento em São Paulo, Esteves avaliou que a disputa será semelhante à do último pleito.

— Eu acho que a eleição vai ser 51% a 49%, só não sabemos pra quem — pontuou. Em 2022, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito com 50,83%, contra 49,17% de Jair Bolsonaro (PL).

O executivo ressaltou ainda que as pesquisas têm apresentado pouca variação e considera praticamente improvável a chance de a disputa ser resolvida no primeiro turno.

— A eleição deve ir para o segundo turno, e me parece estatisticamente muito difícil de se resolver no primeiro turno — declarou.

O levantamento desta segunda-feira apontou que Lula tem 40%, contra 36% de Flávio Bolsonaro (PL). Em um eventual segundo turno, o petista aparece em empate técnico tanto com Flávio quanto com Augusto Cury (Avante).

O banqueiro acrescentou que o próximo ocupante do Palácio do Planalto herdará um país estruturalmente superior ao dos anos de 1994 e 2002. Para ele, a sociedade brasileira adotou medidas adequadas ao longo das últimas décadas.

— Independente do candidato, aquele que for vai pegar um país muito mais arrumado do que no passado — afirmou.

Na quarta-feira (16), o Comitê de Política Monetária (Copom) realizará uma nova reunião. A taxa Selic está em 14%, com previsão de um corte de 0,25 ponto percentual. Esteves avalia que falta alcançar juros civilizados, apontando a necessidade de reduzir o indicador atual logo pela metade.

— Levar juros de 14% para sete por cento é perfeitamente possível, e é uma mudança de patamar que tem um enorme impacto na sociedade. As medidas são simples, todas vão em direção de equilíbrio fiscal — disse.

O CEO enfatizou que o ajuste fiscal do governo precisa englobar cortes de despesas e adequação das receitas. Como exemplo de distorção no sistema, ele citou o alto volume de títulos isentos de impostos no mercado, considerando essa política prejudicial aos cofres públicos.

— E eu sou detentor e emito esses títulos. Mas, simplesmente, está errado. Isso tem a ver com receita — concluiu.

*Pleno.News
 Foto: reprodução/Bloomberg

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