
Desde o início de 2026, aposentados e pensionistas do INSS passaram a contar com um limite maior para contratar crédito consignado. A mudança já está valendo e é consequência direta do reajuste do salário mínimo, que elevou o valor dos benefícios e, automaticamente, ampliou a margem disponível para empréstimos com desconto em folha.
Segundo o advogado Juracy Dantas Junior, o consignado segue sendo uma das opções mais acessíveis do mercado, principalmente pela forma de pagamento.
“O valor das parcelas é descontado diretamente do salário ou benefício, antes mesmo de cair na conta. Isso reduz o risco de inadimplência e, por isso, os juros costumam ser mais baixos”, explicou.
A chamada “regra de ouro” permanece a mesma em 2026. Beneficiários do INSS podem comprometer até 45% da renda mensal, distribuídos assim:
35% para empréstimos consignados tradicionais
5% para cartão de crédito consignado (RMC)
5% para cartão benefício
De acordo com o especialista, o que realmente mudou foi a base de cálculo.
“O percentual continua igual, mas como o salário mínimo subiu, o valor disponível para contratar também aumentou. É isso que faz a diferença na prática”, destacou.
Com o novo salário mínimo passando de R$ 1.518 para R$ 1.621, o limite de crédito cresceu, permitindo que muitos beneficiários tenham mais possibilidades financeiras.
Na prática, isso abre espaço para:
Contratar valores maiores
Refinanciar contratos em andamento
Fazer portabilidade para reduzir juros
Trocar dívidas mais caras por opções mais baratas
A nova margem já está disponível para aposentados, pensionistas e beneficiários do BPC/LOAS, respeitando regras específicas para cada grupo. Para contratar, é necessário que o benefício esteja liberado para empréstimos, podendo o desbloqueio ser feito pelos canais oficiais do INSS.
O consignado continua sendo atrativo por oferecer juros mais baixos, prazos longos — que podem chegar a até 144 meses — e facilidade de aprovação, inclusive para quem está com o nome negativado.
Apesar das vantagens, o alerta permanece.
“O aumento da margem não deve ser visto como convite para gastar mais, mas como uma oportunidade de organizar a vida financeira com mais equilíbrio”, orientou Juracy.
Com a ampliação já em vigor, muitos beneficiários passaram a ter maior poder de contratação. Ainda assim, a recomendação é analisar bem as condições, simular propostas e evitar assumir dívidas além do que cabe no orçamento.
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