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Defesa destaca transtornos mentais de réu durante julgamento do feminicídio de Sashira Camilly

Entre os laudos apresentados está o diagnóstico de transtorno de personalidade borderline, além de outros transtornos dissociativos

10/02/2026 17h40
Por: Diário da Feira
Fonte: Diário da Feira

 

Durante o julgamento do feminicídio da estudante Sashira Camilly Cunha Silva, de 19 anos, que ocorre no Fórum Filinto Bastos, em Feira de Santana, a defesa de Rafael Souza afirmou que o Tribunal do Júri deve analisar o caso considerando a complexidade humana envolvida e os transtornos mentais diagnosticados no acusado.

O advogado Hobert Limoeiro declarou que a expectativa da defesa é que o júri consolide os elementos que já constam nos autos do processo, que tramita há quase cinco anos. Segundo ele, o caso envolve uma tragédia que atingiu pessoas jovens, tanto a vítima quanto o réu.

“O Tribunal do Júri é o tribunal das tragédias humanas. Neste caso, a dor é ainda maior por envolver jovens, sendo que o acusado hoje responde sozinho pelos fatos”, afirmou.

De acordo com a defesa, Rafael possui transtornos mentais diagnosticados, que teriam influenciado diretamente no desfecho do crime ocorrido em 15 de setembro de 2021. Entre os laudos apresentados está o diagnóstico de transtorno de personalidade borderline, além de outros transtornos dissociativos.

Segundo Hobert, foi instaurado um incidente de insanidade mental, solicitado tanto pela defesa quanto pelo Ministério Público, resultando em avaliações periciais que apontaram os transtornos ao longo do processo.

A defesa também destacou que Rafael confessou a participação no crime desde o início e colaborou com as investigações de forma imediata.

“Assim que os fatos ocorreram, ele se apresentou espontaneamente à delegacia e relatou tudo, quando a vítima ainda nem havia sido registrada como desaparecida”, disse.

O advogado afirmou ainda que o acusado forneceu informações essenciais para a localização da vítima, que infelizmente foi encontrada sem vida no dia seguinte. Segundo ele, Rafael manteve postura colaborativa durante toda a investigação policial e também em juízo.

Questionado sobre a possibilidade de absolvição, Hobert Limoeiro afirmou que ainda é cedo para qualquer previsão, ressaltando que o Tribunal do Júri é marcado pela subjetividade dos jurados.

“O resultado do júri é um resultado de sentimentos. Sete jurados irão avaliar o que aconteceu e por que aconteceu”, explicou.

A defesa informou que apresentará diferentes teses ao longo do julgamento, incluindo aquelas que podem levar à absolvição, além das já debatidas durante o processo.

O júri segue em andamento no Fórum Filinto Bastos, em Feira de Santana, e a decisão final ficará a cargo do Conselho de Sentença.

Foto: Robson Nascimento

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