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Vorcaro afirma em áudio que pagou R$ 30 milhões para documentário sobre Lula, diz Veja

Segundo a publicação, a gravação também menciona repasses ao Instituto Lula e uma suposta negociação envolvendo o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto

09/10/2026 06h47
Por: Diário da Feira
Fonte: Diário da Feira

Revista divulgou gravação e documentos em que ex-banqueiro relata supostos pagamentos ao Instituto Lula e negociação envolvendo fundos de pensão federais

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em um áudio divulgado pela revista Veja nesta sexta-feira (9), que teria destinado R$ 30 milhões em dinheiro vivo à produção de um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a publicação, a gravação também menciona repasses ao Instituto Lula e uma suposta negociação envolvendo o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

De acordo com a reportagem, Vorcaro relatou que seu então sócio, Augusto Lima, teria negociado os pagamentos com Vaccari para facilitar o acesso do Banco Master a fundos de pensão de servidores públicos federais. O relato menciona recursos ligados a instituições como Banco do Brasil, Caixa, Petrobras e Correios.

Na gravação, Vorcaro afirma que o dinheiro destinado ao documentário sobre Lula teria sido repassado de maneira irregular. Ele também menciona um pagamento ao Instituto Lula, administrado por Paulo Okamotto.

Ainda segundo a Veja, a negociação envolveria uma suposta cobrança de 10% sobre os valores captados junto aos fundos de previdência. Caso a operação tivesse sido concluída nos termos relatados, os pagamentos poderiam alcançar cifras bilionárias.

Lula nega ter recebido vantagens

Em declaração à revista, Lula negou ter solicitado ou recebido qualquer vantagem financeira de Vorcaro, além de afirmar que não autorizou terceiros a receber recursos em seu nome.

O caso ganhou repercussão após a divulgação do áudio e dos documentos apresentados pela publicação. As informações relatadas por Vorcaro constituem alegações que precisam ser verificadas pelas autoridades e não representam, por si só, comprovação judicial dos supostos pagamentos ou de irregularidades.

A reportagem também cita o ministro Alexandre Padilha. Segundo a publicação, ele e outros nomes mencionados no relato foram procurados ou tiveram suas posições registradas pela revista.

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