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Luto no jornalismo

Quem era Alice Ribeiro, repórter da Band que morreu após acidente na BR-381

A família informou que irá doar os órgãos

17/04/2026 12h42
Por: Diário da Feira
Fonte: Diário da Feira

A jornalista Alice Maria Ribeiro dos Santos Dadalt, de 35 anos, teve a morte encefálica confirmada nesta quinta-feira (16), após se envolver em um grave acidente na BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Repórter da Band Minas, ela estava internada em estado grave no Hospital João XXIII, com traumatismo craniano e múltiplas fraturas. A família informou que irá doar os órgãos.


Natural de Belo Horizonte, Alice era casada com um agente da Polícia Rodoviária Federal e mãe de um bebê com menos de um ano. Formada em jornalismo pela PUC Minas em 2015, iniciou a trajetória profissional ainda como estagiária em emissoras como TV Globo Minas, TV Alterosa (afiliada do SBT) e RecordTV Minas.
Após a graduação, trabalhou em produtoras independentes e atuou como repórter em diferentes regiões do país. Passou pela TV Leste, afiliada da RecordTV em Governador Valadares, e pela Rede Bahia, afiliada da TV Globo.
Em 2021, ingressou na Band, onde trabalhou inicialmente em Brasília. Desde agosto de 2024, estava na redação de Belo Horizonte.
Em nota, a emissora destacou o envolvimento de Alice com o jornalismo e o ambiente de trabalho. Segundo colegas, ela se dedicava a pautas especiais e tinha atenção a temas ligados ao autismo, assunto que acompanhava de perto por conta do irmão.

Fora do trabalho, vivia o momento de cuidar do filho pequeno e planejava a comemoração de um ano da criança.

Alice estava no carro da emissora no momento do acidente, ocorrido na tarde de quarta-feira (15), quando o veículo colidiu com um caminhão na rodovia. A equipe retornava a Belo Horizonte após a produção de uma reportagem sobre a importância da duplicação da BR-381 para reduzir acidentes.
O repórter cinematográfico Rodrigo Lapa, de 49 anos, que dirigia o veículo, morreu ainda no local. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) e liberado à família na madrugada desta quinta. O velório ocorreu no Cemitério do Bonfim, com sepultamento no mesmo dia.
Rodrigo era natural de Porto Alegre (RS) e deixa esposa e uma filha de 6 anos. Ele havia trabalhado na Band Minas entre 2022 e 2024 e retornado à emissora em dezembro de 2025.
Ao longo da carreira, participou de coberturas como o carnaval de Belo Horizonte e eventos relacionados às chuvas na Zona da Mata. Também atuava como palhaço, levando atividades circenses a crianças hospitalizadas.
A Polícia Civil de Minas Gerais investiga as causas e circunstâncias do acidente. A perícia esteve no local e coletou vestígios que devem embasar o inquérito.

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Foto: Reprodução/Redes Sociais

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