
Um mutirão do Poder Judiciário vai priorizar processos do Tribunal do Júri na Bahia que estão há mais de cinco anos sem julgamento, buscando acelerar a tramitação e chamar atenção para a necessidade de celeridade nos casos criminais. A ação, definida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrerá em novembro, durante o Mês Nacional do Tribunal do Júri, e também se concentrará em Pernambuco e Amapá.
O desembargador José Rotondano, presidente da Comissão Permanente de Justiça Criminal, Infracional e de Segurança Pública do CNJ, explicou que a iniciativa tem como objetivo identificar as dificuldades que atrasam os processos e tornar o trabalho dos tribunais mais eficiente de forma contínua. A prioridade será para casos de feminicídio, infanticídio e crimes envolvendo policiais, totalizando cerca de 90 mil casos em todo o país.
Segundo dados do CNJ, aproximadamente 210 mil processos aguardam julgamento nos tribunais do júri dos estados, sendo que de janeiro a agosto deste ano, 43.406 casos foram julgados. Na Bahia, o Projeto BA+Júri já alcançou 1.050 sessões realizadas de janeiro a agosto, com meta de 1.500 até o final do ano.
Rotondano reforçou que a agilidade nos julgamentos depende da colaboração de todos os segmentos ligados ao Judiciário e à segurança pública. “Julgar no tempo necessário é essencial para evitar a sensação de impunidade, que contribui para a escalada da violência”, afirmou.
A desembargadora Maria de Lourdes Medauar, idealizadora do projeto, destacou que a experiência da Bahia pode servir como modelo nacional, fortalecendo a confiança da população na Justiça.
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