
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, apareceu de uniforme militar durante visita a tropas nesta quinta-feira (28), no mesmo dia em que embarcações de guerra dos Estados Unidos começaram a se deslocar para o sul do Caribe, próximo ao litoral venezuelano.
Em discurso, Maduro afirmou que o país está pronto para “defender a paz e a soberania nacional” diante do que chamou de guerra psicológica promovida pelo governo de Donald Trump. O líder venezuelano disse ainda que, após quase três semanas de ameaças e pressões externas, o país está “mais preparado do que nunca” para proteger sua integridade territorial.
Segundo a agência Reuters, os EUA enviaram ao menos sete navios de guerra e um submarino nuclear para a região, transportando cerca de 4,5 mil militares, incluindo mais de 2 mil fuzileiros navais. Washington afirma que a operação tem como objetivo combater o tráfico internacional de drogas, mas analistas alertam que o porte do aparato militar sugere a possibilidade de uma ação contra o regime venezuelano.
Além das embarcações, aviões de vigilância norte-americanos também estão sobrevoando a área. Em resposta, Caracas denunciou à ONU que os EUA estariam promovendo uma “campanha terrorista” e alertou para o risco de intervenção armada.
Maduro elogiou o presidente colombiano, Gustavo Petro, pelo envio de 25 mil soldados à região de Catatumbo, área estratégica na fronteira entre os dois países, para reforçar a segurança. Paralelamente, a Venezuela mobilizou 15 mil militares adicionais na mesma fronteira e anunciou a preparação de 4,5 milhões de milicianos para proteger o território.
A tensão diplomática ocorre enquanto os EUA acusam Maduro de chefiar o chamado Cartel de los Soles, classificado por Washington como organização terrorista internacional. O governo americano chegou a dobrar a recompensa por informações que levem à prisão ou condenação do presidente venezuelano, estipulada em US$ 50 milhões.
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