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China/Brasil

China e Brasil reforçam aliança contra práticas de intimidação após atrito com EUA

Chanceleres destacam parceria histórica entre Brasil e China em meio a tensões globais.

29/08/2025 11h08
Por: Diário da Feira
Fonte: G1 Mundo
 Foto: X / Reprodução
Foto: X / Reprodução

A China declarou nesta sexta-feira (29) que está disposta a fortalecer sua parceria estratégica com o Brasil para enfrentar o que classificou como “atos de intimidação” no cenário internacional. A posição foi divulgada pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, em publicação na rede social X.

Segundo o comunicado, os ministros das Relações Exteriores Wang Yi (China) e Mauro Vieira (Brasil) conversaram por telefone na quinta-feira (28), em diálogo solicitado pelo chanceler brasileiro. A ligação ocorreu no mesmo dia em que o governo Lula anunciou o início do processo para acionar a Lei de Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, em resposta às tarifas impostas a produtos brasileiros.

Durante a conversa, Wang Yi destacou que a relação entre os dois países vive “seu melhor momento histórico”, elogiou a atuação brasileira no BRICS e reforçou que Pequim deseja aprofundar a confiança estratégica e ampliar a cooperação em diferentes áreas.

Brasil, China e o fortalecimento do BRICS

O porta-voz chinês ressaltou ainda que a coordenação entre Brasília e Pequim é essencial diante das “mudanças complexas da conjuntura internacional”. Ele afirmou que a China pretende unir esforços com o Brasil e demais integrantes do BRICS para resistir ao unilateralismo e ao protecionismo, sem mencionar diretamente os Estados Unidos.

A postura dialoga com declarações recentes do presidente Xi Jinping, que afirmou em agosto que China e Brasil podem se tornar símbolo de autossuficiência global e de unidade entre os países do Sul Global. Xi também defendeu maior cooperação bilateral em setores como saúde, energia, economia digital e tecnologia espacial, além da parceria para garantir o êxito da COP 30 em Belém.

O governo brasileiro tem buscado renegociar com Washington a revisão das tarifas impostas a produtos nacionais, mas, segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até agora não houve resposta da diplomacia norte-americana. Enquanto isso, a sinalização chinesa de apoio reforça a posição do Brasil na defesa do multilateralismo e de uma ordem internacional mais equilibrada.

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