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Viking do Capitólio

‘Viking do Capitólio’ e Bolsonaro: comparações e alertas sobre extremismo

The Economist compara “Viking do Capitólio” e ex-presidente brasileiro

28/08/2025 16h29
Por: Diário da Feira
Fonte: G1 Mundo
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Jake Angeli e Jair Bolsonaro voltaram aos holofotes em análises internacionais sobre extremismo político e polarização. Angeli, conhecido como “Viking do Capitólio”, ficou famoso por invadir o Congresso dos Estados Unidos em 2021, durante uma tentativa de barrar a posse de Joe Biden, usando chifres, pele de urso e rosto pintado. Recentemente, a revista britânica The Economist comparou o cenário com Bolsonaro, que também apareceu com adereços semelhantes em uma de suas capas, antes de seu julgamento por tentativa de golpe no Brasil.

Após a invasão ao Capitólio, Angeli foi preso, se declarou culpado e recebeu 41 meses de prisão. Cumpriu parte da pena em regime solitário e, posteriormente, passou para o regime aberto em um centro de reintegração no Arizona. Em janeiro de 2025, recebeu um indulto de Donald Trump, que beneficiou mais de 1.500 condenados pela invasão.

O extremista, que segue teorias conspiratórias do grupo QAnon e se identifica com o movimento MAGA (“Make America Great Again”), celebrou o perdão com uma postagem provocativa sobre armas, reacendendo temores sobre o fortalecimento da violência política nos EUA. Durante a invasão, Angeli chegou a ocupar a cadeira da presidência do Senado, consolidando sua imagem como símbolo do extremismo nacionalista norte-americano.

Bolsonaro, o “Trump dos trópicos”

A The Economist destacou Bolsonaro como figura similar a Trump, chamando-o de “Trump dos trópicos”. A comparação se dá não apenas pelo estilo polarizador do ex-presidente, mas também pelas medidas de retaliação da administração Trump contra aliados brasileiros, incluindo tarifas de 50% sobre produtos do país e sanções sob a Lei Magnitsky.

A revista enfatizou que, enquanto os EUA perdoam e liberam extremistas, o Brasil demonstra maturidade democrática ao levar Bolsonaro ao banco dos réus. Segundo a publicação, “o golpe fracassou por incompetência, e não por intenção”, transformando o caso brasileiro em um teste para o enfrentamento de crises populistas em outros países.

Para a The Economist, casos como os de Angeli e Bolsonaro evidenciam os desafios globais do extremismo político e da polarização. Enquanto nos EUA a anistia fortalece grupos radicais, o Brasil se destaca por manter o processo judicial ativo, reforçando a importância de instituições democráticas sólidas.

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