E-mail

diariodafeira@hotmail.com

WhatsApp

(75) 98853-7980

Anúncio
Crime Organizado

Operações contra lavagem de dinheiro bloqueiam R$ 3,2 bilhões no setor de combustíveis

Ações simultâneas ocorreram em oito estados do país

28/08/2025 15h46Atualizado há 5 meses
Por: Diário da Feira
Fonte: Agência Basil
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Três grandes operações realizadas nesta quinta-feira (28) resultaram no bloqueio de mais de R$ 3,2 bilhões em bens e valores ligados a esquemas de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. Ao todo, foram cumpridos mais de 400 mandados judiciais em pelo menos oito estados, incluindo 14 de prisão, além de centenas de buscas e apreensões.

Segundo o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, as ações representam “as maiores da história contra o crime organizado” e foram possíveis graças à integração entre Polícia Federal, Receita Federal, Ministério Público e órgãos estaduais.

Esquema bilionário

As investigações apontam que os grupos criminosos movimentaram de forma ilícita cerca de R$ 140 bilhões, utilizando fundos de investimento e empresas de fachada para ocultar o patrimônio. A prática envolvia toda a cadeia de combustíveis, desde a importação até a revenda ao consumidor, além de fraudes fiscais e adulteração de produtos.

“Estamos desmantelando a apropriação do crime no mercado legal, especialmente no setor de combustíveis, e sua ligação direta com o sistema financeiro”, destacou Lewandowski.

Três operações integradas

  • Quasar e Tank (Polícia Federal): voltadas para desarticular organizações especializadas em lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituições financeiras.

  • Carbono Oculto (Ministério Público de São Paulo): focada em fraudes fiscais e sonegação no mercado de combustíveis.

Como os alvos eram comuns, as operações foram sincronizadas. Entre os resultados, estão:

  • 141 veículos apreendidos e 1,5 mil sequestrados;

  • 192 imóveis bloqueados;

  • 21 fundos de investimentos suspensos;

  • mais de R$ 1 bilhão bloqueados apenas na esfera da PF.

Dimensão nacional

De acordo com a Receita Federal, mil postos de combustíveis em pelo menos 10 estados faziam parte do esquema. O modelo criminoso também utilizava fintechs que funcionavam como “bancos paralelos” para movimentar o dinheiro.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ressaltou que o trabalho foi fruto de inteligência financeira e cooperação entre mais de mil servidores. “Estamos desarticulando uma verdadeira refinaria do crime, que usava expedientes típicos de grandes investidores para lavar dinheiro do tráfico e de outras atividades ilícitas”, disse.

Com a operação, o governo federal busca reduzir a infiltração do crime organizado na economia formal e fortalecer a segurança pública e econômica do país.

Nenhumcomentário
500 caracteres restantes.
Seu nome
Cidade e estado
E-mail
Comentar
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Mostrar mais comentários