
A tensão entre Colômbia e Peru pela posse da ilha de Santa Rosa, localizada na tríplice fronteira com o Brasil, deixou o campo diplomático e passou a envolver reforço militar dos dois lados. A disputa territorial, que ganhou força este ano, tem raízes históricas, mas foi intensificada pela recente sedimentação natural que criou a ilha no meio do rio Amazonas, um ponto estratégico para os dois países.
O Peru deslocou tropas para a ilha, hasteando bandeiras e consolidando sua presença, enquanto a Colômbia reforçou o efetivo militar na cidade de Letícia, próxima à região. O presidente colombiano Gustavo Petro visitou Letícia para afirmar a reivindicação do país, enquanto autoridades peruanas também marcaram presença na área.
A origem do conflito está relacionada a um tratado centenário que define a fronteira pelo curso do rio Amazonas, mas não contempla ilhas formadas posteriormente por processos naturais. A criação recente da ilha Santa Rosa gera uma disputa pela jurisdição, pois o curso do rio pode mudar nos próximos anos, ameaçando a saída fluvial da Colômbia.
Além das movimentações militares, o confronto tem sido marcado por declarações públicas e notas oficiais trocadas entre os governos, com ambos defendendo suas posições. Enquanto o Peru destaca sua administração contínua e legal da região, a Colômbia pede a revisão do tratado e o reconhecimento de seu direito à ilha.
A disputa ocorre num contexto de relações diplomáticas já abaladas entre os dois países desde 2022, após o afastamento do ex-presidente peruano Pedro Castillo, episódio que levou à retirada dos embaixadores.
No meio da crise, a população local enfrenta condições precárias, com falta de infraestrutura básica e vulnerabilidade social, enquanto a região apresenta potencial turístico ainda pouco explorado.
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