
O economista americano Joseph Stiglitz, vencedor do Nobel de Economia em 2001, publicou um artigo defendendo que líderes mundiais adotem a mesma postura firme do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva diante das pressões dos Estados Unidos, especialmente em relação às recentes ações de Donald Trump. Stiglitz destacou que o Brasil tem reagido com coragem ao que chamou de "bullying" do país norte-americano.
No texto, divulgado em um importante portal internacional de análises políticas, Stiglitz critica a imposição de uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras, anunciada por Trump, classificando a medida como ilegal e uma interferência na soberania do Brasil. Segundo ele, o presidente americano tem ignorado a Constituição dos EUA, que delega ao Congresso a autoridade exclusiva para definir taxas comerciais.
O Nobel também comparou a atuação de Trump com a recente tentativa de golpe no Brasil liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, ressaltando que, apesar da gravidade dos atos, as instituições brasileiras mantiveram-se firmes e estão buscando responsabilizar os envolvidos. Stiglitz criticou a postura de Trump, que perdoou participantes da insurreição nos EUA, contrariando a busca por justiça.
O economista elogiou Lula por reafirmar a independência do Brasil, afirmando que o país não aceitará chantagens externas. Ele ressaltou que o presidente brasileiro tem buscado proteger o direito do país de conduzir suas próprias políticas sem interferência estrangeira, e que essa firmeza deve servir de exemplo para outras nações.
Stiglitz também alertou para o poder de influência das grandes empresas de tecnologia americanas, que, segundo ele, prejudicam países ao impor suas estratégias comerciais e disseminar desinformação.
Ao final, o economista ressaltou que a defesa da democracia e do Estado de Direito deve ser prioridade global, e que é fundamental que nenhum país, por mais poderoso que seja, viole a soberania dos outros.
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