
O custo da carne bovina nos Estados Unidos segue em alta, dificultando até mesmo o churrasco para os americanos. Em junho, o preço médio de 450 gramas de carne moída chegou a US$ 6,12, um aumento de quase 12% em relação ao ano anterior, segundo dados oficiais. A tendência de alta nos preços não é nova e vem ocorrendo há duas décadas, impulsionada principalmente pela redução do rebanho bovino do país, que alcançou o menor patamar em 74 anos no início de 2025.
Além da menor quantidade de animais, que passou a ser compensada pela criação de bois maiores, fatores climáticos como uma seca prolongada têm afetado a produção, elevando o custo da alimentação do gado e pressionando ainda mais os produtores, que já enfrentam margens de lucro apertadas. Para manter o fornecimento imediato de carne, muitos pecuaristas optaram por vender mais fêmeas, o que impacta negativamente o tamanho futuro do rebanho e, consequentemente, a oferta de carne.
Outro desafio é a ameaça da mosca-da-bicheira, uma praga que atingiu rebanhos no México e que tem potencial para causar grandes prejuízos se chegar ao solo americano. As larvas desse inseto se alimentam de carne viva, o que pode afetar seriamente a saúde do gado e a produção. Como consequência, os EUA suspenderam importações de gado do México, reduzindo ainda mais a oferta.
Além disso, as tarifas comerciais impostas pelo ex-presidente Donald Trump a países como o Brasil também contribuem para a alta dos preços. Essas taxas dificultam a importação de cortes magros que complementam a produção nacional, afetando o mercado interno e elevando o custo final para os consumidores.
Mesmo com sinais de melhora nas condições climáticas recentes e queda nos preços dos grãos, os preços da carne devem permanecer elevados no curto prazo. A reposição do rebanho leva tempo, e os pecuaristas enfrentam custos altos para investir na criação de novos animais.
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