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Mulheres Trans

Comitê Olímpico dos EUA adota política que exclui mulheres trans de competições femininas

Medida atende decreto de Trump contra mulheres trans no esporte

23/07/2025 14h30Atualizado há 6 meses
Por: Diário da Feira
Fonte: G1 Mundo
Foto: REUTERS/Carlos Barria
Foto: REUTERS/Carlos Barria
  • O Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos (USOPC) determinou que todas as federações esportivas filiadas proíbam a participação de mulheres trans em categorias femininas. A medida segue uma ordem executiva do presidente Donald Trump, que em fevereiro ameaçou cortar recursos federais de organizações que permitirem a inclusão de atletas trans em disputas femininas.

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  • A decisão foi publicada discretamente no site oficial do USOPC nesta segunda-feira (21) e também comunicada por carta às confederações nacionais. No texto, assinado pela CEO Sarah Hirshland e pelo presidente Gene Sykes, a entidade afirma que está apenas cumprindo exigências legais por ser uma organização que responde a uma carta federal.

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  • “Temos a obrigação de cumprir as expectativas federais”, destacaram os dirigentes, afirmando que mantêm “diálogos respeitosos e construtivos” com o governo desde a promulgação da ordem presidencial.

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  • Segundo o comitê, a nova diretriz visa garantir "um ambiente competitivo justo e seguro para as mulheres" e exige que todas as federações atualizem seus regulamentos. A mudança afeta diretamente cerca de 50 entidades esportivas nacionais e pode repercutir até em clubes de base, que dependem da filiação para manter competições oficiais.

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  • A decisão gerou forte reação de entidades civis. A presidente do Centro Nacional de Direito das Mulheres, Fatima Goss Graves, criticou a submissão do USOPC à agenda política da Casa Branca. “Estão sacrificando a segurança e os direitos das próprias atletas para atender pressões ideológicas”, afirmou em nota.

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  • Algumas federações já iniciaram as mudanças. A de esgrima, por exemplo, anunciou que, a partir de 1º de agosto, a categoria feminina será exclusiva para pessoas designadas mulheres ao nascer. Já a masculina será aberta a homens cis, pessoas trans, intersexo e não binárias. Outras entidades, como a de natação, afirmaram que estão revisando suas regras após o comunicado.

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  • No cenário internacional, o Comitê Olímpico Internacional (COI) ainda permite que cada modalidade defina suas próprias normas. No entanto, esportes como natação, atletismo e ciclismo já vetam atletas que passaram pela puberdade masculina. O futebol e outras modalidades avaliam regras semelhantes.

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  • A discussão sobre a participação de mulheres trans no esporte feminino também se intensifica em estados norte-americanos, com diversas legislações locais sendo aprovadas — e, em alguns casos, suspensas judicialmente por alegações de discriminação.

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  • A pressão para restringir o acesso às categorias femininas aumentou desde o decreto de Trump, especialmente com os próximos Jogos Olímpicos de verão programados para Los Angeles, em 2028.

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