
Um grupo formado por 25 países, entre eles Reino Unido, França, Japão, Canadá e Austrália, divulgou nesta segunda-feira (21) um comunicado conjunto pedindo o encerramento imediato do conflito em Gaza. A declaração também denuncia a grave crise humanitária enfrentada pelos civis palestinos e aponta críticas diretas ao modelo de distribuição de ajuda imposto por Israel.
Segundo o texto, "o sofrimento da população de Gaza atingiu níveis inaceitáveis" e a escassez de alimentos, água e atendimento básico está agravando a situação de cerca de dois milhões de pessoas encurraladas no território. Os signatários classificam como “assustador” o número de mortos nos arredores dos pontos de distribuição de alimentos — mais de 800 pessoas, segundo dados citados na carta.
As nações denunciam ainda o bloqueio de ajuda humanitária, considerado "perigoso" e uma violação da dignidade humana. O modelo de entrega, atualmente supervisionado por Israel e apoiado por entidades como a Fundação Humanitária de Gaza (GHF), é acusado de colocar civis em risco constante.
Além do apelo por um cessar-fogo, os países também exigem a libertação dos reféns mantidos pelo grupo Hamas desde os ataques de outubro de 2023. Eles condenam qualquer tentativa de alteração territorial ou demográfica na região, como o projeto de criação de uma “cidade humanitária” no sul de Gaza.
A resposta do governo israelense foi imediata. O Ministério das Relações Exteriores acusou os países de desconsiderarem a responsabilidade do Hamas no conflito e de enfraquecerem o combate ao grupo terrorista.
Apesar das divergências, os países signatários reafirmaram o apoio a esforços diplomáticos liderados por EUA, Catar e Egito para alcançar uma trégua permanente. Eles se disseram prontos para adotar novas medidas que contribuam para o cessar-fogo e um caminho político que garanta segurança tanto a israelenses quanto a palestinos.
Sensação
Vento
Umidade




