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Tarifas Comerciais

Trump volta a atacar parceiros comerciais e recebe reações firmes de China, Canadá e México

Lideranças respondem com diplomacia, retaliação e reafirmação da soberania diante da escalada tarifária dos EUA

20/07/2025 08h56
Por: Diário da Feira
Fonte: G1 Mundo
 Foto: Reuters via BBC
Foto: Reuters via BBC

Em seu novo mandato, o presidente Donald Trump voltou a provocar tensões com alguns dos principais parceiros comerciais dos Estados Unidos. Após ameaçar o Brasil com tarifas de até 50% e criticar abertamente o Judiciário brasileiro por conta da operação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, Trump também direcionou críticas e medidas econômicas contra China, Canadá e México. A reação dos líderes desses países revela diferentes estratégias para lidar com a ofensiva americana — do enfrentamento direto à diplomacia pragmática.

Canadá: resposta firme e nacionalismo

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, não hesitou em responder às provocações de Trump. Após o governo americano anunciar uma tarifa de 35% sobre produtos canadenses, Carney declarou que o “Canadá não está à venda”, numa alusão direta à retórica de anexação usada por Trump, que chegou a postar um mapa fictício unificando os dois países.

Mesmo com tentativas anteriores de negociação, o Canadá acabou impondo tarifas recíprocas sobre diversos produtos americanos, como resposta às medidas unilaterais dos EUA. Além disso, Carney reiterou que qualquer acordo com os Estados Unidos deve respeitar os interesses e a soberania canadense.

Apesar das sanções, produtos incluídos no Acordo de Livre Comércio EUA-México-Canadá (USMCA) permanecem isentos das novas tarifas, o que evita um impacto ainda maior na balança comercial bilateral.

México: cautela e diplomacia estratégica

No caso do México, a presidente Claudia Sheinbaum tem optado por manter o canal diplomático aberto, mesmo sob pressão. Trump acusou o país de falhar no controle da imigração e do tráfico de fentanil e anunciou uma tarifa de 30% sobre todos os produtos mexicanos a partir de 1º de agosto.

Em resposta, o governo mexicano intensificou ações de segurança e se posicionou publicamente em defesa de um entendimento entre os países. Sheinbaum reforçou que está disposta a dialogar, mas deixou claro que a soberania do México “não está em negociação”.

A postura conciliadora tem ajudado a presidente a ganhar popularidade internamente, ao demonstrar firmeza sem partir para o confronto direto.

China: retaliação dura e guerra comercial renovada

A China, por sua vez, tem sido o país mais combativo frente às ameaças de Trump. Desde que os EUA elevaram as tarifas sobre produtos chineses para 54% em abril, Pequim respondeu com alíquotas similares e endureceu a postura nas negociações.

A escalada atingiu o ápice com tarifas cruzadas que chegaram a 125%. No entanto, em maio, os dois países firmaram uma trégua temporária, suspendendo novos aumentos por 90 dias. Em troca, os EUA interromperam a ameaça de restrições a estudantes chineses, enquanto a China garantiu o fornecimento de terras raras às indústrias americanas.

Ainda assim, não há consenso sobre um acordo definitivo, e a pausa na guerra comercial deve expirar em 12 de agosto. A continuidade da disputa poderá impactar diretamente a economia global, apesar do crescimento chinês ter se mantido estável no segundo trimestre.

A nova rodada de confrontos comerciais liderada por Donald Trump tem gerado instabilidade política e econômica internacional. Enquanto China, Canadá e México respondem com diferentes estratégias, o mundo acompanha os desdobramentos que podem redefinir as alianças geopolíticas e os rumos do comércio global.

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