
Cinco municípios da Bahia estão sob os holofotes do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA) por suspeitas de desvio de dinheiro público que somam mais de R$ 30 milhões. As irregularidades envolvem contratações suspeitas, sobrepreços e má utilização de recursos em áreas como limpeza urbana, saúde, combustíveis e locação de veículos.
O caso mais expressivo é o de Ilhéus, onde a gestão do ex-prefeito Mário Alexandre, o Marão (PSD), teve contratos de obras e serviços de engenharia sob análise. Auditoria revelou um sobrepreço de R$ 1,6 milhão em um contrato de coleta de lixo, resultando na obrigação de ressarcimento aos cofres públicos e multa de R$ 50 mil ao ex-gestor.
Em Ibititá, o ex-prefeito Cafu Barreto (PSD) também foi alvo do TCM, após falhas em contratos com uma empresa médica sem licitação adequada. O tribunal determinou o ressarcimento de R$ 830 mil e multa de R$ 3 mil, após constatar ausência de documentos obrigatórios e relatórios de atendimento.
Já em Maiquinique, a prefeita Valéria Silveira (PV) teve contratos suspensos pela Justiça por indícios de superfaturamento em aluguéis de veículos. Um dos contratos previa o pagamento de R$ 33 mil mensais por um único automóvel, com suspeitas de notas fiscais adulteradas. A multa por descumprimento da decisão é de R$ 10 mil por dia.
Em Santo Amaro, o prefeito Flaviano Bonfim (sem partido) terá que devolver R$ 227 mil após o TCM apontar gastos com combustíveis sem comprovação de que beneficiaram o município. Dez veículos particulares teriam sido abastecidos com recursos da prefeitura.
Teofilândia também entrou no radar do tribunal. O prefeito Higo Moura (PSB) foi questionado por gastos elevados com combustível em um carro oficial, somando R$ 58 mil apenas em 2024. O consumo do veículo, segundo os dados, levantou suspeitas sobre a real utilização dos recursos.
As investigações seguem em andamento, com possibilidade de novas sanções e responsabilizações caso as irregularidades sejam confirmadas.
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