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Guerra na Ucrânia

Putin ignora ameaças de Trump e mantém exigências para negociar fim da guerra na Ucrânia

Presidente russo pretende continuar ofensiva até que o Ocidente aceite seus termos

15/07/2025 10h30
Por: Diário da Feira
Fonte: G1 Mundo
Foto: Sputnik/Alexander Kazakov/Pool via Reuters
Foto: Sputnik/Alexander Kazakov/Pool via Reuters

Mesmo diante das ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor sanções comerciais mais duras, o presidente russo Vladimir Putin mantém firme sua postura sobre a guerra na Ucrânia. De acordo com fontes próximas ao Kremlin ouvidas pela agência Reuters, Moscou não pretende recuar até que o Ocidente aceite negociar um acordo de paz nos moldes definidos por Putin.

Entre as condições impostas pela Rússia estão a anexação de cerca de 20% do território ucraniano — incluindo as regiões de Crimeia, Donetsk, Lugansk, Zaporizhzhia e Kherson —, a retirada total das tropas ucranianas dessas áreas, a proibição de expansão da Otan no Leste Europeu e o desarmamento militar da Ucrânia. O Kremlin também quer que o país vizinho se comprometa a não abrigar armas nucleares.

As exigências foram apresentadas em um memorando entregue em junho e seguem sendo consideradas inaceitáveis tanto por Kiev quanto pelos países aliados da Europa e da Otan. A leitura geral no Ocidente é que ceder a esses termos poderia encorajar uma nova escalada por parte da Rússia.

Trump ameaça retaliar com tarifas e envio de armas

Em resposta à posição russa, Donald Trump afirmou que poderá aplicar tarifas de até 100% contra a Rússia e seus parceiros econômicos caso não haja um cessar-fogo nos próximos 50 dias. Em reunião com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, o presidente norte-americano também anunciou o envio de novas baterias do sistema de defesa aérea Patriot para a Ucrânia.

A mudança de postura de Trump, que até então flertava com um discurso mais conciliador em relação a Putin, é vista como um reposicionamento estratégico diante das críticas e da pressão internacional. Apesar do passado de elogios ao presidente russo, Trump tem demonstrado frustração com a recusa de Moscou em aceitar propostas para encerrar o conflito.

Rússia minimiza ameaças e reforça estratégia

Autoridades russas reagiram com desdém às declarações do presidente americano. O vice-presidente do Conselho de Segurança, Dmitry Medvedev, afirmou que “a Rússia não se importa”. Já o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, classificou a fala de Trump como “séria”, mas indicou que Moscou segue aberta ao diálogo — desde que suas condições sejam atendidas.

Internamente, fontes ligadas ao alto escalão do Kremlin garantem que Putin está convencido de que o Ocidente ainda não se envolveu “seriamente” em negociações de paz. Ele também acredita que a economia russa, apesar das sanções, é capaz de resistir a novos embargos, reforçando a disposição de manter a ofensiva militar.

A guerra na Ucrânia, que teve início em fevereiro de 2022, segue sem previsão de encerramento, com um impasse cada vez mais evidente entre Moscou e Washington. Enquanto a Rússia insiste em impor seus termos como pré-condição para a paz, os Estados Unidos e seus aliados buscam conter o avanço russo com sanções econômicas e apoio militar a Kiev.

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