
A cidade portuária de Qingdao, no leste da China, sediou nesta quinta-feira (26) uma reunião de alto nível com representantes da Rússia, Irã, Paquistão, Belarus e demais países integrantes da Organização de Cooperação de Xangai (OCX). O encontro acontece em meio ao que o governo chinês classifica como um período de “mudanças cruciais” na geopolítica mundial.
Durante o evento, o ministro da Defesa da China, Dong Jun, destacou a crescente instabilidade internacional, citando o avanço do unilateralismo, protecionismo e ações que, segundo ele, enfraquecem a ordem global. Sem citar diretamente os Estados Unidos ou seus aliados, Dong afirmou que práticas hegemonistas colocam em risco a paz e a estabilidade internacional, e defendeu uma cooperação mais firme entre os países participantes da cúpula.
A OCX, composta por 10 nações da Ásia e do Oriente Médio, é apresentada por Pequim como uma alternativa de equilíbrio frente à influência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), liderada pelos EUA e países europeus. A cúpula em Qingdao ocorre logo após uma reunião da Otan que decidiu ampliar os investimentos em defesa, respondendo à pressão por maior militarização, principalmente dos EUA.
Em reunião paralela, Dong Jun encontrou-se com o ministro da Defesa da Rússia, Andrei Beloussov, que exaltou o aprofundamento da parceria sino-russa, classificando as relações entre os dois países como "sem precedentes".
Enquanto se mantém oficialmente neutra na guerra entre Rússia e Ucrânia, a China é criticada pelo Ocidente por manter vínculos econômicos e diplomáticos estratégicos com Moscou. O apoio chinês, ainda que indireto, tem sido interpretado como um fator de sustentação para a Rússia no cenário internacional.
A cúpula de Qingdao também ocorreu em meio a uma trégua frágil entre Irã e Israel, após dias de intensos confrontos. O encontro reforça o esforço chinês de consolidar alianças militares e políticas em um contexto de crescente polarização internacional.
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