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Alta/Petróleo

Ações da Petrobras sobem mais de 4% após ataques de Israel ao Irã

Preços disparam com risco ao Estreito de Ormuz

13/06/2025 10h30Atualizado há 9 meses
Por: Diário da Feira
Fonte: G1 Mundo
Foto: AP/Vahid Salemi
Foto: AP/Vahid Salemi

As ações da Petrobras tiveram uma forte valorização de 4,31% na manhã desta sexta-feira (13), impulsionadas pelos recentes ataques realizados por Israel contra o Irã. O conflito gerou um aumento significativo nos preços do petróleo no mercado internacional, elevando os receios de possíveis interrupções no fornecimento global da commodity.

O barril do petróleo Brent, referência mundial, subiu 7,92%, negociado a US$ 74,85, e chegou a atingir a máxima de US$ 78,50, o maior preço desde o fim de janeiro. Já o petróleo WTI, principal referência dos Estados Unidos, valorizou 8,66%, sendo cotado a US$ 73,93, com pico de US$ 77,62 — também a maior cotação desde janeiro de 2024.

Essas oscilações representam os maiores movimentos intradiários dos contratos desde 2022, quando a guerra na Ucrânia impulsionou os preços da energia globalmente. O diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que acompanha de perto os efeitos dos conflitos na região sobre o mercado do petróleo e destacou que o sistema de segurança da agência conta com mais de 1,2 bilhão de barris em estoques estratégicos para emergências.

Por sua vez, o secretário-geral da OPEP, Haitham Al Ghais, criticou os alarmes emitidos pela AIE, argumentando que eles podem causar uma volatilidade desnecessária e antecipar o uso de estoques que poderiam ser preservados. Ele relembrou que situações semelhantes em 2022 provocaram movimentações prematuras no mercado.

O Irã informou que suas instalações de refino e armazenamento não sofreram danos e continuam operando normalmente, apesar dos ataques israelenses, que atingiram instalações nucleares, fábricas de mísseis balísticos e líderes militares iranianos. O governo israelense afirma que essas ações visam impedir o desenvolvimento de armas nucleares por Teerã, que já prometeu uma retaliação severa.

A principal preocupação dos analistas é o impacto dos eventos no Estreito de Ormuz, passagem vital para cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente. Embora vulnerável devido à instabilidade regional, até o momento o tráfego pela hidrovia permanece estável.

Analistas do banco JPMorgan alertaram que, caso o estreito seja fechado ou haja represálias de países produtores, o preço do barril poderia chegar entre US$ 120 e US$ 130, quase o dobro dos valores atuais. Apesar do aumento recente, especialistas acreditam que a alta pode ser temporária, e uma escalada para uma guerra total na região é menos provável.

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