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Rinovírus/SRAG

Rinovírus lidera casos de síndrome respiratória grave na Bahia em 2025

Rinovírus representa ameaça maior para crianças e idosos.

13/06/2025 09h00Atualizado há 8 meses
Por: Diário da Feira
Fonte: Correio da Bahia
Crédito: Shutterstock
Crédito: Shutterstock

Entre 1º de janeiro e 9 de junho deste ano, a Bahia registrou 5.007 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 191 mortes confirmadas. A principal causa dos quadros mais graves é o rinovírus, responsável por 53,5% das ocorrências, segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab).

O rinovírus é o agente mais comum por trás dos resfriados leves, mas pode causar complicações graves em pessoas mais vulneráveis, como crianças e idosos. Ao todo, ele já superou outros vírus respiratórios, como a Influenza e o próprio coronavírus, como principal responsável pelos casos de SRAG no estado.

De acordo com a infectologista Clarissa Cerqueira, o risco está na evolução do quadro. “O rinovírus começa com sintomas leves, como coriza, dor de garganta e espirros. Mas em crianças e idosos, pode evoluir para algo mais grave, como pneumonia ou insuficiência respiratória”, explica.

No inverno, a tendência de permanência em ambientes fechados favorece a disseminação do vírus. “As pessoas associam a doença ao frio, mas o que facilita o contágio é o contato próximo em locais fechados, o que ocorre mais nessa estação”, ressalta o infectologista Adriano Oliveira.

Em comparação com o mesmo período de 2024, houve uma leve redução nos números: no ano passado, a Sesab confirmou 6.162 casos de SRAG e 367 óbitos. Apesar da queda, o risco permanece alto, e a prevenção continua sendo essencial.A transmissão do rinovírus ocorre principalmente por gotículas expelidas ao falar, espirrar ou tossir. Por isso, o uso de máscaras, a higienização frequente das mãos e o distanciamento físico continuam sendo importantes para reduzir a propagação. No entanto, especialistas alertam que a eficácia dessas medidas depende da adesão coletiva.

Tratamento e cuidados
Não existe um tratamento específico contra o rinovírus. O cuidado com os sintomas é feito com antitérmicos, analgésicos e hidratação, segundo o médico Claudilson Bastos, consultor do Sabin Diagnóstico e Saúde. Já os casos graves de SRAG podem exigir internação em UTI, oxigenioterapia e uso de antivirais.

A recomendação dos profissionais de saúde é redobrar os cuidados, principalmente com o público mais vulnerável, e procurar atendimento médico aos primeiros sinais de agravamento.

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